domingo, 16 de abril de 2017

De vidas e idas

Aquela emoção que não se deixe ser. Abafada, mofa. A fluidez congelada. A quase onda. A dor amorfa. Uma criança que chora por não saber falar. O choro não vem, porém. Essa dor espanta, arregala. No estômago, o soco do tempo e da repetição. Parece arranhão, que faz o disco soluçar; mas é mar. A vida que te puxa e devolve em outro lugar.

Meus olhos acessam você onde não está. Posso ver, mover, criar. Ouço. Sua voz flutua na espiral do meu desejo. Seu sorriso está comigo mas o sorrir é seu.

A pressão e a preciosidade. O tremor do temor. Queremos encher nossa colher de amor. E não só.

Nenhum comentário:

Postar um comentário