domingo, 19 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Do que se deixa morrer

Cair dos corpos invisíveis. Pessoas. Andavam tropeçando na cegueira. O dia era tenso e a noite, muda. Alguns aceitavam qualquer alívio. Pode tudo sim. Pode pôr na parede, bater. Mata, mata, mata!  Sorrisos e palmas cruéis.  Tempos de guerra ou normais. A voz que pede paz é a do capataz.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Numa noite branda de verão

Ali, recostada em seus travesseiros, a vida parecia calma. Era de se acreditar.

Ali, parada, o pulsar da mente apertava o coração, naquela sensação estranha de se sentir existir. Sabia de cada batida no peito. E não queria saber tanto assim.

As palavras estavam cansadas. Há meses impedidas de se encantar, viraram dureza. Em parte. Porque palavra voa, é feita de vento e atrito. Até canto ela vira pra não desencantar.

Ali, parada, deixou-se ser e estar. E enquanto sentia coisas de se duvidar, as palavras vieram mansas, pelos poros lhe atravessaram, tocando-lhe o corpo e nomeando seus afetos. Feito vento que refresca a alma.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Ah! mar

Varas e ondas
Casais e anzóis
Vendaval
Agito
Onda se esparrama
Na areia
O homem lança
Seu coração
E espera.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Lembrete Surpresa

Moço da garganta iluminada,

Favor me levar às alturas
desses seus cabelos,
à ternura desse seu olhar,
ao desejo desse seu sorriso.
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Experimente com a canção "Quienquiera que seas", de Jorge Drexler.